segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Raciocínio, ação, realidade, e resultado* - Parte II – Jo 12:3-8 - Manoel Coelho Jr.



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3 – A Realidade nos tem sido revelada? Temos recebido pela fé esta Revelação? Temos agido de acordo com ela?

Judas é um alerta para nós de que alguém pode estar tão perto de Cristo, tão perto da Palavra, tão perto da realidade e ainda assim perder a alma. Judas desprezou a Revelação da realidade em Cristo e agiu contra tal realidade. O Resultado foi sua morte. Judas se matou. Já Maria recebeu a Palavra, conheceu a realidade, agiu de acordo com ela, e achou o Bem Maior. Diante disso perguntemos: A Realidade nos tem sido revelada? Temos recebido a Revelação da realidade pela fé? Temos agido de acordo com ela? A resposta está em observarmos se agimos como Maria ou como Judas. O que amamos? Amamos os denários ou a Cristo? O que mais amamos? Amamos mais nossos estudos ou Cristo? Nosso projetos ou Cristo? Nosso salário ou Cristo? Nossa família ou Cristo?  Estamos dispostos a entregar tudo por Cristo, mesmo que seja o salário de um ano de trabalho, ou como Judas pensamos que isso é um prejuízo? Temos recebido a sua Palavra ou rejeitado porque amamos as outras coisas? Vivemos para Cristo ou para os denários? Vivemos para sua glória? Pense: Ele é o centro das suas ações? Você quer honrá-lo em tudo ou acha isso um desperdício? Você tem prazer no Dia do Senhor ou para você é custoso cultuar com os irmãos, tendo desejo de estar em outro lugar? Como você vê a Bíblia, O Livro de Deus? Você zela por ela, medita nela, procura dirigir sua vida por ela, porque afina é a Palavra de Cristo, ou quase não lê e nem pensa nela e vive como os mundanos? Afinal você pensa e age como Maria ou como Judas?

4 – A Graça e a responsabilidade.

Mas se só entendem a realidade em Cristo aqueles que o Pai concede a Revelação podemos dizer que o conhecimento da Verdade é obra de pura graça divina. Mas isso de forma alguma retira a responsabilidade humana. Nas Escrituras tanto a Soberana Graça como a responsabilidade humana coexistem. Enfatiza-se a grave falha de Judas em não perceber o valor do ato de Maria, isso devido a sua não recepção da Revelação dada em Cristo. Isso nos mostra a responsabilidade de Judas, ainda que não tenha recebido a Graça. Por outro lado Cristo aprova a ação de Maria, ainda que esta tenha sido um fruto da Graça. Assim temos que a Soberania de Deus e a responsabilidade humana não se anulam, mas coexistem.

Dessa forma podemos dizer que pesa sobre nós a responsabilidade de aproveitarmos as oportunidades que Deus nos tem dado de conhecermos a realidade espiritual em Cristo. Quando o Senhor andava pela terra as pessoas ficavam na responsabilidade de receberem sua Revelação por suas palavras e sinais. Mas hoje, mesmo que não ande entre nós fisicamente, temos a mesma Revelação nas páginas das Escrituras. Assim é nosso dever buscarmos nas Escrituras tal Revelação. Por isso se diz que: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.” Sl 1:1,2. E Deus ordenou a Josué: “Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido.” Js 1:8. A meditação nas Escrituras faz que nossas mentes sejam amoldadas de acordo com a realidade revelada em Cristo. E assim poderemos agir de acordo com esta realidade tendo então bons resultados para nossa alma.

5 – O amor e a realidade.


Observemos que Judas usa o argumento de que se deveria ajudar os pobres. No entanto sua intenção era roubar. Suas palavras eram bonitas, mas escondiam um coração egoísta que não pensava nos pobres de forma alguma. Mas Cristo aprova a ação de Maria, mostrando que ela o amou e por isso o preparou para a morte. Maria viu a urgência do caso de Cristo. Os pobres sempre estariam por perto, mas Cristo estava para partir. Dessa forma Cristo é mais importante até que os pobres. O fato é que a Escritura mostra que se não amamos a Cristo não amamos a Deus, e consequentemente não amamos nossos próximos que são a imagem e semelhança de Deus. Por isso os Dez Mandamentos se dividem em quatro e seis. Quatro com relação a Deus, isto é, amar a Deus; e seis em relação a s próximos, isto é, amar aos próximos (Ex 20: 1-12; Mc 12:28-34). À medida que amamos a Deus amamos também nosso próximo porque são feitos a sua imagem e semelhança. No entanto só ama a Deus quem foi amado por Ele. Assim foi com Maria. Ela tinha consciência do amor e Cristo por si e seus irmãos (Jo 11:1-5). Ela viu este amor de Cristo na prática quando o Senhor ressuscitou a seu irmão Lázaro. Assim ela passou a amar a Cristo e por isso agiu daquela forma derramando sobre o Senhor aquele perfume caríssimo. Mas Judas não. Ele não amava a Cristo. O que ele amava eram os denários que ele viu se “perderem”. Eis aí que o amor a Deus corrige tudo porque faz você vê a realidade. E qual é a realidade? Resposta: Deus é Deus e o próximo é feito a imagem Dele. Se assim eu vejo, então raciocino conforme esta realidade, consequentemente ajo de acordo, e o resultado é a glória de Deus e o bem supremo de minha alma que é estar em comunhão íntima como meu Senhor. Que com todos os meus leitores assim aconteça! Amém!

Pode ser copiado e distribuído livremente, desde que indicada a fonte, a autoria, e o conteúdo não seja modificado!

*Pregação da manhã de domingo, 10 de agosto de 2014, na Congregação Batista Reformada em Belém.

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Leitura recomendada:

Humanismo - Dr. Lloyd-Jones.



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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Planejando a morte de Cristo* – João 11:47-57 - Manoel Coelho Jr.

Os fatos narrados neste texto são consequência natural dos anteriores. Visto que os incrédulos foram procurar os fariseus para relatarem o que Cristo fazia, os inimigos se reúnem para decidir o que fazer para resolver de uma vez por todas o problema, que para eles era o próprio Cristo. A decisão amplamente apoiada foi a favorável a morte de Cristo. Mas não devemos achar que este é um caso isolado. Não devemos pensar que isto em nada se relaciona conosco. Não devemos pensar que estas pessoas são muito más, o que difere de nós que somos boas pessoas, pois jamais mataríamos a Cristo. Quem pensa assim está muito enganado. Na verdade cada homem e mulher está ou já esteve do lado dos assassinos de Cristo, no sentido de que ama ao pecado e odeia a Deus. Cada homem não convertido está do lado dos inimigos de Cristo. Por outro lado, há uma obra de Deus no mundo realizada em Cristo. Cristo morreu pelo seu povo e este o ama, pois por Ele foi amado. Devemos olhar este texto com muita seriedade pensando sobre o lado em que nos encontramos. Afinal, estamos do lado do pecado ou de Cristo? Somos inimigos ou amado pelo Senhor?



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*Pregação da noite de domingo, 20 de julho de 2014, na Congregação Batista Reformada em Belém.